quinta-feira, 24 de abril de 2014

Curiosidades sobre a “Barriguda” Ceiba Speciosa

Paineira Barriguda localizada na Trilha do Sumidouro
              A paineira conhecida popularmente como “barriguda” é uma árvore da família Malvaceae, a mesma do algodão. No Brasil a árvore pode ser encontrada nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Norte do Paraná. A paineira dependendo do ambiente em que está pode acumular água no interior de seu tronco ficando com o caule bastante inchado, daí o nome “barriguda”. Além do peculiar aspecto inchado do caule, a paineira também é conhecida por seu tronco espinhoso e suas flores de cor rosa forte que despontam a partir de meados de dezembro, prolongando-se até abril. A paineira é uma árvore típica de Floresta Semidecídua na qual 20 a 50% de suas árvores perdem suas folhas durante o período seco.
                     
            A “barriguda” é uma planta muito usada no paisagismo de áreas urbanas e também no reflorestamento de áreas degradadas devido ao rápido desenvolvimento das mudas após o plantio. A madeira desta árvore é bastante leve, mole e pouco resistente sendo muito utilizada na confecção de calçados, caixotaria, celulose e artesanato. Os frutos são cápsulas verdes que se abrem quando maduros, liberando boa quantidade de paina uma espécie de fibra fina e sedosa muito utilizada no preenchimento de travesseiros, almofadas, colchões e pelúcias.

                 A paineira é uma árvore tropical, mas tolera o frio, desde que não seja muito intenso. Deve ser cultivada em solos férteis irrigados a intervalos regulares, sempre sob sol pleno. 

Fontes: LORENZI, Harri. Árvores Brasileiras [volume 1]: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. 5.ed. São Paulo: Plantarum, 2008. 384p.
www. greennation.com.br.
                    

quarta-feira, 9 de abril de 2014

  Brigadistas contratados pela Semad fazem curso de   Resgate e Primeiros Socorros no Parque Estadual do Sumidouro
          A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMG), realizou na última semana  no Parque Estadual do Sumidouro o curso de Resgate Primeiros Socorros. O curso de capacitação teve como objetivo preparar os brigadistas para realização de medidas de primeiros socorros em caso de acidentes dentro das Unidades de Conservação. Durante o curso os alunos tiveram noções de anatomia, enfermagem, afogamento, ferimentos especiais incluindo: queimaduras, picadas de animais peçonhentos, choques elétricos dentre outros. Além da parte teórica os alunos participaram de oficinas de primeiros socorros incluindo simulaçãode resgate em área de risco.

  











quinta-feira, 27 de março de 2014

Curso de Formação de Brigada Previncêndio realizado no PESU


Curso de Brigada Previncêndio- parte teórica
           Foi realizado entre os dias 17 a 21 de março o curso de formação de Brigada Previncêndio no Parque Estadual do Sumidouro. A participação no curso foi uma das etapas exigidas no Edital da Semad para a futura contratação dos Brigadistas que irão atuar nas Unidades de Conservação - UCs. Durante o curso foram feitos diversos testes que avaliaram os candidatos nos quesitos: capacidade de trabalho em equipe, iniciativa e comportamento proativo, conhecimento e domínio de conteúdo da área de atuação, aplicação prática do conhecimento adquirido e habilidade de comunicação. No último dia do curso, os candidatos realizaram teste de caminhada de aproximadamente 1000 metros carregando uma bomba costal pesando cerca de 24 quilogramas. O objetivo deste teste foi avaliar a resistência muscular, aeróbica e capacidade cárdio-respiratória dos candidatos.  O último teste físico avaliou habilidade no uso de ferramentas agrícolas, onde o candidato deveria capinar uma área de 03 x 03 metros no prazo máximo de 18 minutos. Ao final do curso os candidatos receberam um certificado de conclusão de Curso de Brigada Previncêndio. Os candidatos aprovados na etapa final do curso além de serem certificados, serão contratados pela Semad para atuarem como brigadistas nas Unidades de Conservação do estado de Minas Gerais num período de 5 meses. O parque Estadual do Sumidouro foi contemplado com a contratação de 6 brigadistas e 1 líder de brigada.
Treinamento em helicóptero do IEF simulando situação de combate a incêndio
Teste Físico - Caminhada carregando Bomba Costal

Teste de habilidade no uso de ferramentas agrícolas
Participantes do Curso de Brigada Previncêndio em pose para foto

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Após 33 anos, imagem de Nossa Senhora do Rosário vai voltar ao altar em Pedro Leopoldo
  
              Longa espera de 33 anos, uma década de luta nos tribunais, e, finalmente, vencem a justiça, a confiança dos moradores e a fé na defesa do patrimônio cultural. A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu nessa terça-feira, por unanimidade, que a imagem de Nossa Senhora do Rosário retorne à capela de Quinta do Sumidouro no distrito de Pedro Leopoldo, na Grande BH. A peça do século 18 foi furtada do templo em 1º de dezembro de 1981 e, até 2012, esteve em poder do colecionador paulista Renato de Almeida Whitaker, quando foi apreendida, em São Paulo (SP), pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).  Os desembargadores mantiveram a condenação de Whitaker por litigância de má-fé (atrasar e prejudicar o andamento do processo), implicando pagamento de R$ 200 mil ao Fundo de Preservação do Patrimônio Histórico e Minas Gerais e danos morais ao Fundo Estadual dos Direitos Difusos Lesados, no valor de 1 mil salários mínimos (R$ 724mil). 

                         “É uma vitória muito importante para nosso patrimônio, pois, além da devolução da imagem, o colecionador será obrigado a indenizar a comunidade por todos os danos e sofrimentos causados”, disse o coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC/MG), Marcos Paulo de Souza Miranda, lembrando que, embora o paulista possa recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), não serão mais necessárias perícias e testes para provar que a imagem pertence à Capela de Nossa Senhora do Rosário. A decisão da Justiça mineira confirmou sentença do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de BH, Geraldo Claret de Arantes.

                        Alegria e emoção tomaram conta da comunidade, que, às 18h, soltou foguetes e bateu o sino da capela. Sem conter as lágrimas, a coordenadora do Conselho Paroquial Comunitário, Edna Maria da Silva Santos, conhecida como Nininha, ressaltou que prevaleceram a justiça divina e dos homens. “Nossa Senhora é nossa”, repetiu o lema que, há mais de três décadas os moradores não se cansam de dizer. Uma grande festa vai ocorrer no dia em que o bem cultural e espiritual voltar, mas, para celebrar a decisão do TJMG e “agradecer a Deus”, os moradores vão participar de missa neste domingo, às 9, na capela de Quinta do Sumidouro. “Recordamos dos que já morreram sem ter a santa de volta. Vamos rezar por todos e celebrar essa data”, disse Nininha, que, ao lado de outros católicos, seguiu um cortejo, no dia 14, no qual o andar estava vazio “à espera da padroeira”.

                     O gerente do Parque Estadual do Sumidouro e morador, Rogério Tavares, também se emocionou ao saber que Nossa Senhora do Rosário voltará para casa. “Ficou feliz e chorei de felicidade. Demorou para a justiça ser feita e devemos destacar o excelente trabalho do MPMG, que contou com todo o suporte técnico para provar que a imagem é realmente da nossa capela. O vazio sempre foi muito grande, mas a esperança de tê-la novamente nunca nos abandonou”, disse Rogério. 

Segurança Para a padroeira voltar ao altar, os técnicos do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), órgão responsável pelo tombamento da capela em 1974 e pela guarda da peça, por ordem judicial, desde 2012, fará uma vistoria no local, verificando principalmente a presença de equipamentos de segurança. Rogério Tavares afirmou que o templo foi reformado em 2004 e está recebendo câmeras de vídeo nas áreas interna e externa. “Estamos aguardando um parecer do Iepha sobre esse trabalho”, disse Tavares. O órgão estadual ainda não foi notificado pela Justiça e, conforme assessores, tomará as providências tão logo seja comunicado oficialmente. 

                        A restauradora do Iepha Maria Ângela Pinheiro também demostrou entusiasmo, já que, desde 2004, trabalhou na avaliação da peça e participou de quatro operações do MPMG, em São Paulo, para tentar trazer a imagem de Nossa Senhora do Rosário para Minas. “Ela retorna ao lugar de onde nunca deveria ter saído”, disse a restauradora. Por telefone, Whitaker declarou que vai recorrer da decisão judicial e se defendeu da condenação.


Fonte:www.em.com.br. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Saiba mais sobre os morcegos!
                 Os morcegos pertencentes à ordem Chiroptera,são os únicos mamíferos naturalmente capazes de voar.Diversas são as lendas a respeito deste peculiar animal que habita cavidades subterrâneas e outros lugares ermos. Apesar de todas as lendas presentes no imaginário popular, sabe-se que o morcego não possui caráter agressivo e ataca somente em casos extremos quando se sente realmente ameaçado. A alimentação dos morcegos varia de acordo com a espécie, há alguns que se alimentam de aves, peixes, outros de frutas e insetos e há também a famosa espécie dos hematófagos (Desmodus rotundus) conhecidos popularmente como “morcegos vampiros” pelo fato de se alimentarem de sangue de animais. Os hematófagos são encontrados na região da América Latina, apenas 3 das 925 espécies  de morcegos possui como o sangue sua fonte de alimentação.
Morcego Hematófago encontrado na Gruta da Lapinha
               A maioria dos morcegos possui um sexto sentido chamado de ecolocalização. A ecolocalização consiste na emissão, pela boca ou nariz, de ondas ultrassônicas que, quando atingem um objeto, retornam como um eco cuja frequência é menor, assim, o morcego é capaz de saber a que distância o objeto está e pode decidir se aproximar ou se afastar dele. Isto permite ao animal o voo no interior de cavernas ou de lugares escuros.Devido ao sentido da ecolocalização, muitos acreditam que os morcegos possuem visão reduzida ou que são cegos, porém isso não é fato, a verdade é que os morcegos enxergam sim, e muito bem!A ecolocalização é apenas mais um incremento além da visão, que os auxilia na localização em locais muito escuros.
             Muitos perguntam por que os morcegos costumam ficar empoleirados de cabeça para baixo, acredita-se que essa posição apesar de parecer desconfortável favorece o alçarvoo, uma vez queos morcegos não tem habilidade para correr como as outras aves.
             Os morcegos são espécies silvestres e, no Brasil, estão protegidos pela Lei de Proteção à Fauna. A sua perseguição e caça no país são considerados crimes ambientais. Na Gruta da Lapinha localizada no Parque Estadual do Sumidouro são encontradas diversas espécies de morcegos dentre eles os frugívoros, insetívoroshematófagos, nectatívoros e onívoros. Os morcegos exercem influencia fundamental na cadeia alimentar das cavernas, suas fezes (guano) funcionam de alimento para diversas espécies presentes dentro do ambiente cavernícula.

Fontes: infoescola.com.
Apostila Fauna e Flora – exemplar 01.
www.ibaraki.com.br.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014


Presidente da Câmara de Vereadores de Pedro Leopoldo visita Parque Estadual do Sumidouro


           Na última terça feira dia 11 de fevereiro, o Parque Estadual do Sumidouro recebeu a visita do presidente da Câmara Municipal de Pedro Leopoldo, pastor José Maria, acompanhado dos vereadores Mairon César e Vicente Cruz. Em contato com grupo de funcionários do Parque Estadual do Sumidouro (eleitores e moradores de Quinta do Sumidouro e Fidalgo), os vereadores puderam participar de reflexão e discussão sobre proposta de alteração do Plano Diretor Municipal, problemas que afetam a região, como a motivação do setor da pedra Lagoa Santa estar paralisado, pontos positivos e negativos do setor, propostas e perspectivas melhores para a região. 
            Foram abordados por servidores que anteriormente já trabalharam com a pedra Lagoa Santa, pontos positivos e negativos do beneficiamento da extração da pedra como a existência da oferta de emprego direto e indireto para qualquer faixa etária. Apesar deste beneficio da oferta de emprego, os antigos trabalhadores mencionaram que as condições de trabalho eram precárias e sem as adequações exigidas pela legislação trabalhista e ambiental. Na época em questão, os proprietários não se interessaram e nem se mobilizaram buscando a regularização dos empreendimentos dentro do prazo, protelando muito e chegando ao ponto de embargos judiciais. Este fato acabou desestruturando economicamente muitas famílias da região. Como solução, propôs-se a implantação do distrito industrial previsto no Plano Diretor, a implantação de um trabalho de beneficiamento mais eficiente da pedra Lagoa Santa, para que a mesma tenha um maior poder de competitividade no mercado atual, além da atração de empresas com outro perfil para a região, que se adequem à realidade da comunidade, priorização de investimentos no turismo de Pedro Leopoldo e entorno, investimento em qualificação e principalmente na educação, como transporte gratuito para estudantes de faculdades e melhorias na infraestrutura de escola local em condições precárias. Foi também discutido sobre a importância de atuação do governo municipal na prestação dos serviços públicos em Fidalgo e Quinta do Sumidouro, atendendo a demandas concretas da comunidade como: a implantação de um posto policial, ou uma atuação mais ativa da guarda municipal, instalação da academia ao ar livre nas praças, instalação de farmácia, um médico em cada posto de saúde, melhoria de infraestrutura das creches, saneamento básico, atividades de lazer, melhoria de ruas e iluminação, controle de zoonoses e castração de animais. 


             Dentre as propostas destacou-se também a necessidade de iniciativa ou projeto para tirar os jovens das ruas, implantação de escola integral, cursos preparatórios e de qualificação profissional, cursos para moradores que trabalhavam na extração de pedra Lagoa Santa, para que os mesmos possam adquirir conhecimento e capacidade para um emprego melhor, além de conscientização dos novos moradores (vindos de fora e se mudaram para as comunidades) que estão chegando de forma desordenada e desrespeitando alguns costumes locais. Foi mencionado o anseio de uma integração entre Parque Estadual do Sumidouro, governo municipal e moradores, com o desenvolvimento de ações e abordagens didáticas, educativas, de lazer, promoção da saúde e desenvolvimento do turismo e economia local, que favoreçam a qualidade de vida em geral. 
              Os vereadores falaram da importância de conhecer o parque no momento em que antecede uma Audiência Pública na comunidade, retirando dúvidas dos presentes sobre o papel do vereador, o funcionamento da Câmara, formas de participação do cidadão e ainda esclareceram sobre algumas ações que já estão em andamento com foco na região por parte da prefeitura, como o processo de estruturação do Distrito Industrial de Pedra Lagoa Santa e programa de apoio a prevenção e tratamento de usuários de drogas na comunidade.
              Após o encontro com os colaboradores, os vereadores visitaram na Casa Fernão Dias, as estruturas de oficinas educativas e depois visitaram a Lapa do Sumidouro, surpreendendo-se com informações sobre a quantidade de funcionários do parque moradores da região (cerca de 65 funcionários) e a quantidade de visitantes que anualmente já vistam o parque (em média de 35.000 visitantes). Foi consenso entre os vereadores a necessidade dos pedro-leopoldenses conhecerem e valorizarem o Parque Estadual do Sumidouro.
 



ATENÇÃO



- Por questões de segurança NÃO RECOMENDAMOS a entrada de crianças menores de 5 anos;
- De 6 a 12 anos é cobrado meia entrada;
- Acima de 60 anos é cobrado meia entrada;
- Mediante apresentação da carteirinha de estudante é cobrado meia entrada.


Importante: As visitações acontecem de terça a domingo, de 09:00 às 16:00 horas com permanência até as 17 horas. Todas as trilhas e circuitos devem ser feitas com o acompanhamento de um condutor local e previamente agendadas.

ATENÇÃO: Na Gruta da Lapinha a última entrada é às 16:00h e nas trilhas a última sai as 15:00h. A última entrada no Museu é às 16:00h. Para entrada na Gruta é permitido grupos de no máximo 20 pessoas com intervalos de 20 minutos entre eles.