terça-feira, 20 de setembro de 2016

II Encontro Arqueologia e Arqueólogos

No dia 10 de setembro, aconteceu no Museu Peter Lund o II Encontro Arqueologia e Arqueólogos, com a participação de Elver Luiz Mayer e Igor Rodrigues.

Elver Mayer é graduado em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Fundação Santo André, Mestre em Ecologia pela Universidade de São Paulo e doutorando em Paleontologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com experiência em paleontologia dedicada ao estudo dos mamíferos do período Quaternário. Coordenou o Laboratório de Paleontologia da Fundação Museu do Homem Americano e atuou como paleontólogo do Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semi Árido, colaborando em projetos relacionados à descrição, identificação, classificação e estudo dos processos de preservação de depósitos com restos de mamíferos, incluindo a megafauna quaternária.

Elver fez uma exposição sobre a ocorrência da megafauna na região de Lagoa Santa e discutiu aspectos relativos à formação dos depósitos onde estão os fósseis, coexistência desses animais com a espécie humana e as relações ecológicas desses animais.

Conheça mais sobre o trabalho desenvolvido por Elver Mayer: Processos de formação de um depósito fossilífero em abismo na gruta Cuvieri (MG): taxonomia, tafonomia e distribuição espacial de fósseis de mamíferos do Pleistoceno. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-19092011-144550/publico/Elver_Mayer.pdf 

Igor Rodrigues é graduado em História pela Universidade Federal de Viçosa, Mestre em Antropologia com concentração em Arqueologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente trabalha como Arqueólogo no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN MG. Por meio do Centro Especializado em Arqueologia Pré-histórica da UFMG, participou das análises de material cerâmico nos projetos "Norte Amazônico" e "As ocupações pré-históricas da bacia do alto e médio rio Trombetas". Possui experiência na área de Arqueologia Pré-Colonial, com ênfase em tecnologia cerâmica e análise espacial intra-sítio.

Igor falou sobre o trabalho de registro cerâmico em Lagoa Santa, desenvolvido no seu mestrado. Foram analisados os materiais cerâmicos e líticos do sítio arqueológico Vereda III, a partir de fragmentos cerâmicos de 24 potes. O estudo enfocou as técnicas de manufatura, vestígios de uso e distribuição dos artefatos no sítio, abordou algumas possibilidades de interpretação do significado da tecnologia cerâmica a partir de estudos etnográficos e etnoarqueológicos, além de analisar as diferentes categorias de vestígios para interpretação de algumas possibilidades de ocupação do referido local, a que se atribuí a Tradição Aratu-Sapucaí.

Conheça mais sobre o trabalho desenvolvido por Igor Rodrigues: Fora das grandes aldeias: A ocupação do recôndito sítio arqueológico Vereda III. Disponível em http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/BUOS-8VGKHP

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O arqueólogo André Strauss e o odontólogo Rodrigo Elias Oliveira, coordenadores dos trabalhos de campo nas escavações no sítio Lapa do Santo, situado em Matozinhos, estiveram hospedados com mais 25 profissionais no Parque Estadual do Sumidouro no período de um mês. 

O trabalho realizado na Lapa do Santo objetiva fundamentalmente descobrir o modo com que os fósseis encontrados eram enterrados e se havia alguma prática ou ritual neste momento.

A Lapa do Santo tem importância mundial por conter fósseis humanos muito bem preservados, em grande quantidade, além de guardar práticas mortuárias complexas únicas no mundo.

O Parque oferece há seis anos, além da hospedagem, a guarda de ferramentas e materiais de apoio nas escavações. Foi a partir da parceria entre o PESU e os coordenadores do projeto que houve a iniciativa de promover o I e o II Encontro Arqueologia e Arqueólogos, objetivando divulgar a Arqueologia da região e suas interfaces, promovendo a aproximação dos cientistas com atores locais. Contamos com a presença de instituições e pessoas como Marcos Paulo Miranda (Ministério Público de Minas Gerais), Luís Beethoven Piló (Instituto do Carste), Rosângela Albano (Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire – CAALE), Erika Bányai (Associação dos Amigos do Museu da Lapinha), moradores de Lagoa Santa e Pedro Leopoldo. 

Agradecemos a participação de todos, em especial aos palestrantes do I e do II Encontro.






Fotos: Rogério Tavares e Rogério Garcia

II Encontro Arqueologia e Arqueólogos

No dia 10 de setembro, aconteceu no Museu Peter Lund o II Encontro Arqueologia e Arqueólogos, com a participação de Elver Luiz Mayer e Igor Rodrigues.

Elver Mayer é graduado em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Fundação Santo André, Mestre em Ecologia pela Universidade de São Paulo e doutorando em Paleontologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com experiência em paleontologia dedicada ao estudo dos mamíferos do período Quaternário. Coordenou o Laboratório de Paleontologia da Fundação Museu do Homem Americano e atuou como paleontólogo do Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semi Árido, colaborando em projetos relacionados à descrição, identificação, classificação e estudo dos processos de preservação de depósitos com restos de mamíferos, incluindo a megafauna quaternária.

Elver fez uma exposição sobre a ocorrência da megafauna na região de Lagoa Santa e discutiu aspectos relativos à formação dos depósitos onde estão os fósseis, coexistência desses animais com a espécie humana e as relações ecológicas desses animais.

Conheça mais sobre o trabalho desenvolvido por Elver Mayer: Processos de formação de um depósito fossilífero em abismo na gruta Cuvieri (MG): taxonomia, tafonomia e distribuição espacial de fósseis de mamíferos do Pleistoceno. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-19092011-144550/publico/Elver_Mayer.pdf 

Igor Rodrigues é graduado em História pela Universidade Federal de Viçosa, Mestre em Antropologia com concentração em Arqueologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente trabalha como Arqueólogo no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN MG. Por meio do Centro Especializado em Arqueologia Pré-histórica da UFMG, participou das análises de material cerâmico nos projetos "Norte Amazônico" e "As ocupações pré-históricas da bacia do alto e médio rio Trombetas". Possui experiência na área de Arqueologia Pré-Colonial, com ênfase em tecnologia cerâmica e análise espacial intra-sítio.

Igor falou sobre o trabalho de registro cerâmico em Lagoa Santa, desenvolvido no seu mestrado. Foram analisados os materiais cerâmicos e líticos do sítio arqueológico Vereda III, a partir de fragmentos cerâmicos de 24 potes. O estudo enfocou as técnicas de manufatura, vestígios de uso e distribuição dos artefatos no sítio, abordou algumas possibilidades de interpretação do significado da tecnologia cerâmica a partir de estudos etnográficos e etnoarqueológicos, além de analisar as diferentes categorias de vestígios para interpretação de algumas possibilidades de ocupação do referido local, a que se atribuí a Tradição Aratu-Sapucaí.

Conheça mais sobre o trabalho desenvolvido por Igor Rodrigues: Fora das grandes aldeias: A ocupação do recôndito sítio arqueológico Vereda III. Disponível em http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/BUOS-8VGKHP

O arqueólogo André Strauss e o odontólogo Rodrigo Elias Oliveira, coordenadores dos trabalhos de campo nas escavações no sítio Lapa do Santo, situado em Matozinhos, estiveram hospedados com mais 25 profissionais no Parque Estadual do Sumidouro no período de um mês. 

O trabalho realizado na Lapa do Santo objetiva fundamentalmente descobrir o modo com que os fósseis encontrados eram enterrados e se havia alguma prática ou ritual neste momento.

A Lapa do Santo tem importância mundial por conter fósseis humanos muito bem preservados, em grande quantidade, além de guardar práticas mortuárias complexas únicas no mundo.

O Parque oferece há seis anos, além da hospedagem, a guarda de ferramentas e materiais de apoio nas escavações. Foi a partir da parceria entre o PESU e os coordenadores do projeto que houve a iniciativa de promover o I e o II Encontro Arqueologia e Arqueólogos, objetivando divulgar a Arqueologia da região e suas interfaces, promovendo a aproximação dos cientistas com atores locais. Contamos com a presença de instituições e pessoas como Marcos Paulo Miranda (Ministério Público de Minas Gerais), Luís Beethoven Piló (Instituto do Carste), Rosângela Albano (Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire – CAALE), Erika Bányai (Associação dos Amigos do Museu da Lapinha), moradores de Lagoa Santa e Pedro Leopoldo. 

Agradecemos a participação de todos, em especial aos palestrantes do I e do II Encontro.






Fotos: Rogério Tavares e Rogério Garcia

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Combate a incêndios

Infelizmente o trabalho da nossa Brigada é duro! Além dela, os demais funcionários da Unidade de Conservação também enfrentam o fogo para proteger o nosso patrimônio natural.

O fogo mata as plantas, os animais, os microrganismos do solo, prejudicam a qualidade do ar, afetando assim não só os demais seres, mas as pessoas também.

Precisamos cada vez mais nos conscientizar de nosso papel na natureza, somos parte dela, somos todos interdependentes.

Não provoque incêndios florestais! Além de ser crime, é uma atitude totalmente desprovida de inteligência!

Para denunciar incêndios criminosos, ligue: 193 ou 0800 283 2323.












Curso de soprador

Nos dias 18 e 19 de agosto, ocorreu no Parque Estadual do Itacolomi e no Monumento Natural Estadual de Itatiaia, capacitação para manuseio de soprador, organizado pelo Previncêndio em parceria com a ONG Brigada 1. O equipamento recém adquirido pelo Instituto Estadual de Florestas será utilizado no combate aos incêndios florestais.

O conhecimento obtido pelos dois monitores do PESU que participaram do treinamento já foi repassado aos principais atores do Parque que atuam no combate aos incêndios, seja na Unidade de Conservação, no seu entorno ou nas áreas de nossos parceiros.






quinta-feira, 8 de setembro de 2016

I Encontro Arqueologia e Arqueólogos


No último sábado, 03 de setembro, aconteceu no Museu Peter Lund o I Encontro Arqueologia e Arqueólogos, com a participação de Marcony Alves e Alenice Baeta.

Marcony Lopes Alves contou sobre sua origem em área rural às margens do rio Cipó e a descoberta, aos 13 anos, de um sítio arqueológico perto de sua casa. Isso aumentou a curiosidade pela Arqueologia e foi o impulso para escrever pela primeira vez a André Prous. O arqueólogo e professor o incentivou a estudar bastante, contribuindo com o início de seu despertar para a Arqueologia.

Marcony possui graduação em Antropologia com habilitação em Arqueologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e atualmente é mestrando em Arqueologia no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP). É colaborador do Centro Especializado em Arqueologia Pré-histórica do Museu de História Natural (MHN) da UFMG.

Estudou a tecnologia de cachimbos de barro histórico de Minas Gerais e atualmente participa do "Projeto Norte Amazônico", coordenado pelo professor André Prous, no qual tem desenvolvido pesquisa sobre o material lítico e cerâmico da bacia do rio Mapuera, no Pará. Sua pesquisa versa sobre as "tecnologias do encanto" das cerâmicas Konduri e Santarém do baixo Amazonas.

Alenice Maria Motta Baeta é arqueóloga e historiadora, pesquisadora colaboradora do Setor de Arqueologia do MHN/UFMG. Possui Pós-Doutorado em Arqueologia pela UFMG, é Doutora em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP. Possui Mestrado em Educação pela UFMG em Arte Rupestre e Etnoarqueologia. Atualmente é sócia proprietária da Artefactto Consultoria.

Alenice contou sobre sua trajetória desde a época em que trabalhava voluntariamente, aos 16 anos, no laboratório de Arqueologia da UFMG, passando por histórico de trabalhos com foco em educação patrimonial, mineração colonial, arqueologia em campos ferruginosos, a implantação de núcleos museológicos de arqueologia na região do vale do rio Doce, dentre outras ações. Destacou trabalhos publicados e realizados em planos de manejo como o do Parque Estadual do Sumidouro e do Parque Nacional da Serra do Cipó.

Com vasta experiência na área de Arqueologia Pré-Histórica e Histórica, expôs uma diversidade de fotos e relatos que hoje integram a história da escola de arqueologia em Minas Gerais.