segunda-feira, 16 de julho de 2012

Funcionários do PESU recebem curso de primeiros socorros

   Os funcionários do Parque Estadual do Sumidouro, um representante da Associação de Condutores Itararé - ACITA e funcionários do Monumento Natural e Estadual Vargem da Pedra de Mocambeiro participaram entre os dias 09 e 13 de julho/2012, do curso de Resgate e Primeiros Socorros. As atividades de Educação Ambiental são oferecidas pelo Programa de Prevenção e  Combate a Incêndios Florestais PREVINCÊNDIO - IEF MG. 
   O gerente técnico do Parque Rogério Tavares iniciou agradecendo e destacando a importância do curso para os funcionários da unidade. " No nosso cotidiano é importante sabermos sobre os primeiros socorros. Quando menos esperamos é que o acidente acontece. O conhecimento adquirido será utilizado tanto no parque como em casa. Saber esta primeira ação, o que se deve fazer ou não, é muito importante, já que a vida para nós é primordial", afirmou o gerente.
   O curso foi ministrado pelos integrantes do Corpo de Bombeiros, Sargento Cardoso e Sargento Santana.  Segundo o Sargento Cardoso, nos primeiros socorros não pode existir o "achismo". "Tudo deve ser feito dentro da técnica correta para que a vida da vítima seja preservada. O achismo pode acabar provocando um grave problema ou uma maior sequela na vida de alguém", alertou.
   Segundo ele, o trabalho de primeiros socorros foi transferido para o Corpo de Bombeiros, que trabalha de forma integrada com o SAMU, o que deixou o trabalho mais prático. " O mais importante e o que mais buscamos no socorro hoje é o tempo-resposta. Conseguimos fazê-lo em 10 minutos o que inclui da chegada ao local ao atendimento" disse Cardoso.
   O curso teve como objetivo explicar para quê serve, como funciona, o que pode ou não ser feito, além da prática correta nos primeiros socorros. O Sargento Santana aproveitou para alertar sobre os acidentes que, na maioria das vezes, acontecem em casa e podem ser facilmente evitados. " O maior número de ocorrências que nós temos de afogamento e queimaduras são em casa. Tudo o que você puder fazer para previnir e orientar o próximo é válido para se evitar um acidente ", disse.
   Além da parte teórica, os funcionários passaram por dois dias de prática que incluíram a simulação de resgate a vítimas em diversas situações de acidentes. Ao final os participantes receberam certificado pela participação e foram parabenizados pelos sargentos. " Nós esperamos que vocês continuem pesquisando sobre o assunto. Vocês com certeza podem prestar os primeiros socorros a uma vítima a partir de hoje", disse o sargento Cardoso.
   O sargento Santana finalizou dizendo " Quando a gente não pode fazer o que deve, a gente deve fazer o que pode".


    Nos meses de abril e maio, foram realizados na unidade o curso de Formação e Brigada e atividades como Visita preventiva e a Caravana Ambiental, projeto realizado nas escolas com o objetivo de conscientizar sobre os incêndios florestais e o papel dos brigadistas. Estas atividades também fazem parte do trabalho de Educação Ambiental oferecido pelo PREVINCÊNDIO à unidade no ano de 2012.


Associação de Condutores recebem capacitação técnica

   A Associação de Condutores Itararé - ACITA que oferece aos visitantes do Parque Estadual do Sumidouro o serviço de guia turístico, recebeu no dia 09 de julho/2012, uma capacitação técnica através do projeto Centro de Difusão do Conhecimento Científico e Tecnológico.
   Os temas abordados foram escolhidos após a análise de um questionário aplicado aos condutores em 2011. São eles: biodiversidade ministrado pelo professora da UNIFEMM Camila Palhares Teixeira, paleontologia e arqueologia pelo professor da UNIFEMM Vinícius D. S. R. Goulart e legislação pela Patrícia Reis Pereira.
   O encontro foi realizado na Casa Fernão Dias e teve o objetivo principal nivelar o conhecimento dos condutores. No dia 23 de julho acontecerá a segunda etapa da capacitação que abordará temas como o relevo cárstico e espeleologia e serão analisados em uma visita técnica.








Parque Estadual do Sumidouro recebe arqueólogo pesquisador da Universidade da Alemanha

   O Centro de Difusão de Ciência e Tecnologia do Parque Estadual do Sumidouro realizou nos dias 06 e 16 de julho, o segundo encontro do projeto Ciclo de Palestras, que visa oferecer aos colaboradores, comunidades do entorno e convidados, palestras e oficinas com os pesquisadores que atuam na Unidade de Conservação e entorno.
   O pesquisador arqueólogo André Strauss que é formado pela USP em São Paulo e atualmente faz doutorado na Universidade de Leipzig na Alemanha, ministrou a palestra (nas datas acima) que abordou o tema da arqueologia na região de Lagoa Santa.  André, que já realizou pesquisas dentro do parque, atualmente trabalha na Lapa do Santo, em Mocambeiro, localizada no entorno da Unidade com o projeto “As práticas mortuárias dos primeiros americanos”, iniciado em 2010. A área de escavação encontra-se inserida na Unidade de Conservação em criação pelo IEF, Refúgio de Vida Silvestre Cauaia, inserida no Sistema de Áreas Protegidas do Vetor Norte. 
   O projeto tem como objetivo principal descobrir o modo com que os fósseis encontrados eram enterrados e se havia alguma prática ou ritual neste momento. “Nosso projeto vem com novos questionamentos que até então não eram considerados como principais nas pesquisas de arqueologia. Foram 150 anos na região focados em dois pontos: a coexistência do homem com a megafauna e a temporalidade dos fósseis. Nossa equipe tem questionamentos mais simbólicos como a questão do sepultamento humano. Sempre fui fascinado com estes aspectos. Entendo que hoje em dia estes pontos simbólicos de subsistência e os estilos de vida devem ser mais estudados”, afirmou o pesquisador que atualmente está com uma equipe de colaboradores da USP e coordena a pesquisa.
   O sítio arqueológico da Lapa do Santo foi descoberto em 2001, através do Projeto “Origens” (realizado entre 2000 e 2009), coordenado pelo professor da Universidade Federal de Minas Gerais Walter Neves, quando pesquisadores tentavam encontrar novos sítios em busca de fósseis. Para  André Strauss, que também participou do projeto “Origens”, a Lapa do Santo foi a melhor descoberta. “Foi a melhor surpresa. Primeiro porque era um sítio virgem, ou seja, nenhum outro pesquisador havia escavado ou mexido antes de nós e segundo que é uma área com um potencial muito bom. A intensidade da ocupação aqui na Lapa é muito maior do que os outros sítios encontrados” disse. O local foi trabalhado pelo projeto do professor Walter Neves e depois que as pesquisas foram encerradas, o sítio foi reaberto para o novo projeto do André que será realizado até 2014.

   Ao todo já foram encontrados 30 sepultamentos e dois deles estão sendo escavados no momento. Segundo André, pelas diversas formas com que eles estão sendo encontrados é possível dizer que há aproximadamente sete mil anos (data estimada para os fósseis  que ainda não foram datados cientificamente) já existiam rituais nos sepultamentos. “Pela forma em que encontramos os fósseis, acreditamos que eles deviam seguir regras no momento do sepultamento ou faziam rituais e ofereciam ao seu Deus. Percebo que eles seguiam uma lógica para tratar os mortos. A maior esperança do projeto é conseguir fazer o DNA desses fósseis”, comentou.
   Ele ainda agradeceu ao Parque pelo apoio oferecido “Só consegui vir porque o Parque nos cedeu uma base onde podemos trabalhar o nosso material dentro da casa. O que é perfeito. Todo o processo é realizado lá” concluiu.
   Como complemento da palestra, foi oferecido aos participantes uma visita técnica no local de escavação nos dias 07,21 e 23 de julho para conhecer todo o processo e trabalho realizado pelo André e sua equipe de colaboradores.  


Escrito por: Marianita Saraiva
Fotos (visita técnica) Luisa Cota

















quinta-feira, 5 de julho de 2012

O Parque Estadual do Sumidouro apoia:


PESU participa de blitz educativa 

   O Parque Estadual do Sumidouro participou na tarde desta quinta-feira, 05 de julho/2012, da blitz educativa e preventiva contra incêndios florestais, realizada pela Diretoria de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e Eventos Criticos da SEMAD, em parceria com o DNIT, DER, DPIFE, Polícia Rodoviária e o Parque Estadual do Rola Moça, Parque Estadual Serra Verde e Parque Estadual do Sumidouro. A ação educativa teve como objetivo informar a respeito dos cuidados que todo cidadão e usuário das rodovias precisam ter para previnir e evitar incêndios florestais. Foram distribuídos flyers, adesivos e sacolinhas de lixo para os carros.

Escrito por: Marianita Saraiva

Abaixo as fotos da blitz.












terça-feira, 3 de julho de 2012


PESU inicia Ciclo de Palestras

   O Centro de Difusão de Ciência e Tecnologia do Parque Estadual do Sumidouro deu inicio na manhã do dia 02 de julho/2012 ao projeto Ciclo de Palestras que, visa oferecer aos colaboradores, comunidades do entorno e convidados, palestras e oficinas com os pesquisadores que atuam na Unidade de Conservação e entorno.
   A professora e pesquisadora do Museu de Ciências Naturais PUC Minas, Meire Penna, ministrou a primeira oficina, oferecida aos funcionários do Parque e Associação de Condutores Itrararé (ACITA). Com o tema Caramujos, a pesquisadora instruiu os participantes sobre as diferenças entre as espécies nativas e exóticas encontradas na unidade e região, com enfoque no caramujo invasor africano - Achatina.
   Segundo Meire, a espécie foi introduzida no Brasil na década de 70, como aposta comercial, na busca de uma alternativa mais barata do scargo, espécie francesa de alto custo. " O caramujo africano vive em um clima muito parecido com o nosso, o que favoreceu sua sobrevivência aqui. Além disso, é uma espécie que se prolifera perto dos homens e se alimenta de qualquer coisa, tanto uma horta, quanto lixo", explicou.

   Tais motivos fizeram com que a espécie fosse considerada praga agrícola que deve ser exterminada e já está proibida para o consumo humano. "Demorou mais de 20 anos para conseguirmos que o IBAMA proibisse a comercialização do Achatina. É uma espécie que além de se alimentar de tudo, acaba com o caramujo nativo e é fácil de ser contaminado por larvas que, podem gerar doenças ao homem", afirmou Meire. Segundo ela, este fator ainda não é um problema de saúde pública, mas, já existem casos de contaminação registrados no Brasil. " Pelo sim, pelo não, não vale a pena arriscar. Podem ser transmitidas pelo caramujo invasor a meningite eosinofilica e angiostrangiliase abdominal. São doenças graves, que muitas vezes podem levar a morte", advertiu.
   Três gêneros de espécies nativas encontradas na região foram apresentados na oficina: Megalobilimus, Orthalicus e Thaumastus. Segundo Meire, eles acabam sendo confundidos com o Achatina, fazendo com que as pessoas acabem matando o caramujo errado. "A principal diferença entre eles é a concha, mas, é muito difícil uma pessoa que não conheça bem saber distinguir".
A seguir foto das conchas coletadas das três espécies encontradas no Parque
    Meire destacou ainda a importância de saber catar e descartar o caramujo invasor, para evitar a contaminação ou até mesmo a proliferação do mesmo. " O Achatina é uma praga que deve ser extinta, mas, o seu descarte é feito em maioria de forma incorreta, o que ocasiona a proliferação da espécie com muita rapidez e em quantidade maior do que os caramujos nativos". Alguns cuidados básicos devem ser tomados no momento do descarte e catação do caramujo africano. " O ideal é catar com as mãos protegidas por plásticos ou luvas, quebrar todas as conchas dentro de um plástico, envolver o caramujo com cal virgem para desidratar, enterrar e cobrí-lo novamente com cal", explicou Meire.
   Outra solução seria colocar o caramujo dentro de um balde cheio de água com cloro (três partes de água e uma de cloro) por no mínimo 24 horas ou incinerar.
   Meire ainda lembrou os cuidados básicos que podemos ter em casa. " Já foram encontradas outras espécies do caramujo contaminadas. Por isso, devemos lavar bem os alimentos que são ingeridos, principalmente as folhas cruas. É muito importante que todas essas informações sejam repassadas a toda comunidade e que todos tenham a consciência dos riscos que esta espécie invasora pode causar", finalizou a pesquisadora.

Escrita por: Marianita Saraiva
Fotos: Marianita e Luisa Cota

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Secretário Estadual do Meio Ambiente visita obras no PESU

   O Secretário Estadual do Meio Ambiente, Adriano Magalhães, esteve na manhã de hoje, sexta-feira, 29 de junho /2012, no Parque Estadual do Sumidouro, visitando as obras do Centro Receptivo Turístico da Lapinha, em Lagoa Santa.
   A visita foi realizada no intuito de ver o andamento das obras que estão previstas para terminar em agosto com  inauguração em setembro. Satisfeito com o resultado, Adriano Magalhães parabenizou a todos os envolvidos no trabalho. "Estão todos de parabéns! Está ficando muito bom. A turma que for trabalhar no Receptivo não vai querer sair mais", brincou o secretário.
   O Receptivo turístico está sendo construído em frente a Gruta da Lapinha e além de oferecer aos turistas infraestrutura adequada para banheiros, lanchonete e atendimento ao público, o local terá um museu composto por cerca de 80 peças escavadas pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, no século XIX, que foram levadas na época para a Dinamarca e estão expostas em um museu em Copenhague. O príncipe da Dinamarca virá ao Parque no mês de setembro deste ano, entregar as peças que ficarão em exposição permanente no museu. No mesmo dia, o Receptivo também será inaugurado.
   O pesquisador, considerado o pai da paleontologia, foi o primeiro paleontólogo no Brasil, responsável por tornar esta região cárstica conhecida mundialmente e ser referência na arqueologia, paleontologia e espeleologia.


Escrito por: Marianita Saraiva